A FESTA DE PURIM E SEU SIGNIFICADO

A FESTA DE PURIM E SEU SIGNIFICADO Segundo os registros do livro de Ester, a festa de Purim comemora

28º DIA – JEJUM DE ESTER

28º Dia – 31/Julho/2016 – VIVER O PURIM TODOS OS DIAS DAS NOSSAS VIDAS – Et. 9:25-32 - Este

27º DIA – JEJUM DE ESTER

27º Dia – 30/Julho/2016 – VIVER A FESTA DO PURIM – Et. 9:16-22-26 – Is. 61:7 - Estamos no p

 

04 CARACTERÍSTICA DE UMA PESSOAS AFASTADA DOS CAMINHOS DO SENHOR

fevereiro 22, 2013 in Pra Cristina Medeiros

04 CARACTERÍSTICA DE UMA PESSOAS AFASTADA DOS CAMINHOS DO SENHOR
Bem sei que nós meros mortais não podemos sondar o coração do homem, nem tampouco prescrutar seu interior, todavia, também sei que o comportamento dos homens aponta para o fato de que estejam ou não servindo a Deus. Ora, não quero entrar no mérito se o crente pode ou não cair da graça (até porque eu penso que não), entretanto, gostaria de forma prática elencar 04 características de uma pessoa “desviada” dos caminhos do Senhor.
1- Ela vive na prática do pecado.
Um seguidor de Jesus não vive na prática do pecado. É muito comum por exemplo ouvir relatos de moças e rapazes que se dizem cristãos, sem contudo abandonarem uma vida de iniquidades. Ora, se o jovem nasceu de novo, ele tem por caracteristica o amor a Deus, e por amar o seu Salvador fugirá das paixões da mocidade não tendo relacionamento sexual com o namorado (a).  “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (I João 1 3:9) João também afirma que aquele que diz: “Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.” (1 João 2:4)
2- Ela não ora mais.
Uma das principais caracteristicas de um cristão é a sua vida de oração. Se o “crente” não ora mais e nem tem prazer na oração isso aponta para o fato de que esteja desviado. Outro dia soube de um pastor que de púlpito confessou a igreja que pastoreava que durante um ano inteiro não orou nenhuma vez sequer. Ora, o crente anseia pelo seu Senhor e deseja a todo custo ter comunhão com o seu Redentor, todavia, se não ora mais nem tampouco tem prazer na oração é bem possível que esteja desviado.
3- Ela não lê, nem tampouco obedece as Escrituras.
Uma pessoa que se diz cristã e não dedica tempo a leitura da Bíblia está se enganando. Um discipulo de Jesus não somente medita nas Escrituras, como as obedece. O reformador alemão Martinho Lutero, costumava dizer que ou a Biblia nos afasta do pecado ou pecado nos afasta da Biblia.
4- Ela não congrega mais. 
Uma pessoa desviada não mantem comunhão com os irmãos. O Apóstolo João em sua primeira espístola afirmou que se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (1 João 1:7) Ora, se o individuo se afasta da comunhão dos Santos, dos sacramentos e da relação com os eleitos de Deus com certeza encontra-se desviado. Se andamos na luz, vivemos comunitariamente servindo a Deus e servindo aos irmãos. O Escritor de Hebreus com propriedade afirmou: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns” (Hb. 10.25).
Pense nisso!

AFASTADO DOS CAMINHOS DO SENHOR

fevereiro 22, 2013 in Pra Cristina Medeiros

Afastado dos Caminhos do Senhor

A igreja já foi o seu lugar, suas noites, amizades e práticas cotidianas já foram muito diferentes do que são hoje. Seus sonhos também já foram diferentes, eles tinham um sentido de ser, embora talvez você não tenha percebido, hoje os sonhos são outros, aliás, eu não sei se você tem sonhado muito ultimamente.

Algumas pessoas chamariam você de desviado, eu não usarei este termo, prefiro chamá-lo de afastado; afastado dos caminhos do Senhor.

Sua situação não é confortável, convenhamos. Falar do passado pode não ser muito agradável aos seus ouvidos, falar de futuro também não lhe traz muito conforto, afinal, você conhece a palavra de Deus e sabe muito bem o destino daqueles que não estão em Cristo Jesus.

O presente… Bem, o presente parece ser a melhor saída, mas não dá para ficar eternamente no presente, daqui a pouco você já estará no futuro e o futuro pode ser tarde demais.

Você está trilhando o perigoso caminho de uma vida sem futuro, sem esperanças e sem saídas. Confesse que nunca passou pela sua cabeça a idéia de que você tem o controle da sua vida e que quando estiver em perigo pode voltar correndo para Jesus? Já passou isso pela sua cabeça, não?

Cuidado! Muito cuidado! A Bíblia diz:

Louco, esta noite pedirão a tua alma; o que tens preparado, para quem serás? Lc 12:20.

Louco! Esta é a expressão que a Bíblia usa para qualificar uma pessoa que pensa assim!

Pense um pouco agora, veja como está a sua vida. Quais são suas chances? Onde encontrará abrigo quando a trombeta soar anunciando a volta de Jesus? Veja: Deus está te dando tempo para se arrepender e entregar-se a Jesus! Você vai trocar esta oportunidade por uma eternidade de sofrimento e profundo arrependimento de não ter aceitado agora?

Volte para Cristo

A volta para Cristo é necessária. A volta pode não ser um caminho fácil, não estranhe se houver oposição, fraquezas ou dúvidas. Viver afastado dos caminhos do Senhor é perigoso, desnecessário e poderá custar a sua vida, por isto, volte! Volte para o lugar que é seu e teremos uma imensa alegria de tê-lo de volta ao lar.

Eu não sei há quanto tempo você está afastado, talvez a igreja onde você congregava tenha mudado, as pessoas certamente mudaram, os costumes podem não ser mais os mesmos, mas Cristo não mudou, ele continua oferecendo seu amor a todos que se entregam a ele.

O HOMEM X TABERNÁCULO

fevereiro 20, 2013 in Pra Cristina Medeiros

O HOMEM COMPARADO AO TABERNÁCULO DE DEUS
I Cor. 3:16

“Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?”
O tabernáculo assim como o Templo eram compostos ou formados de 3 partes. Cada uma delas pode ser comparada às partes que formam o homem já salvo.

O Átrio:  A parte que circundava, representa o nosso corpo.

Lugar Santo: onde se realizavam os holocaustos, representa a alma.

Santo dos Santos: Onde Deus habitava e manifestava Sua presença, representa o espírito.

 

Corpo, Alma e Espírito – O Tabernáculo – Êxodo 25 a 28

Muitas vezes o fluir do louvor parece alcançar uma alta dimensão e então desce. Hoje é quase comum a presença do Espírito durante os momentos de louvor e adoração. Em muitos casos, nos quais houve uma maior manifestação do Espírito e as pessoas desejavam ir além, elas permaneciam aplicadas no Espírito e logo outra onda começava e todos nós subíamos novamente. Isso pode acontecer muitas vezes e, algumas vezes, ocorre em conferências e eventos especiais de louvor.

Não é sempre assim nos encontros regulares de domingo, mas há razões para isso. Não vou tentar relacionar todos os motivos naturais pelos quais penso que isso aconteça, mas há uma razão espiritual que é digna de ser tratada. Embora o louvor pareça alto e a Sua presença real; há mais? Alguém poderia perguntar: “Há um lugar mais alto que a presença do Senhor?“. Deveríamos tentar alcançar algum outro lugar diferente de Sua presença? Estou ciente do fato de que Deus é insondável e nenhum período de louvor Lhe será suficientemente, mas quero fazer uma pergunta e tentar respondê-la; espero que tenha sentido o que estou fazendo. Aqueles que adoram a Deus estão, de fato, vindo à Sua presença ou estão apenas lidando com ela? Desejo que esse questionamento tenha te estimulado ou te provocado o bastante para que prossiga a leitura e eu lhe mostrarei o que quero dizer.

COMPARAÇÃO

Imagine por um momento que entrar no período de louvor seja como entrar no Tabernáculo.  No Tabernáculo existem três partes e no nosso louvor também. A terceira parte de ambos é quando entramos na Presença de Deus. A presença é a melhor etapa do processo, mas é nas duas primeiras partes que encontramos toda a diferença.

Eu também quero fazer uma comparação entre a experiência de entrar no tabernáculo com o corpo, a alma e o espírito do homem. Sendo o número três um dos números favoritos de Deus, é interessante notar que:

O tabernáculo tem três partes

O louvor tem três partes

Tal como Deus vem em três partes

E nós também somos seres de três partes.

Todos nós sabemos que o homem é formado de corpo, alma e espírito. O tabernáculo é:
1) o átrio,

2) o santo lugar e

3) o Santo dos Santos.

O apóstolo Paulo refere-se ao homem como o templo de Deus (I Cor. 3:16) e, com isso em mente, vejamos tais semelhanças. Isso faria do átrio o corpo, a carne; o santo lugar é como nossa alma; e o Santo dos Santos como o espírito. Creio que o Senhor tem nos dado, pelo tabernáculo e pelo templo, uma idéia sobre como a nossa experiência de adoração e caminhada com Ele podem ser. Não obstante o fato de que, na época de Moisés, entrar no Santo dos Santos era algo apenas para o sumo sacerdote, sempre foi intenção de Deus que todos nós fossemos parte de Seu Santo Sacerdócio (Ex. 19:6).

O ALTAR E O LAVATÓRIO DE BRONZE

Nesse primeiro lugar, o que se via, ao entrar no tabernáculo, era o altar bem como o lavatório de bronze. A palavra “bronze” refere-se a um metal, mas também à sua impureza, desejo e dissolução. Antes de entrar no louvor, nossos desejos e idolatria precisam ser colocados no altar. Significa, simplesmente, ser verdadeiro consigo diante de Deus.

Sempre me senti seguro sobre a questão do ídolo de louvor porque eu não tenho uma estátua em minha casa. Mas o Senhor lembrou-me que ídolo significa imagem. Eu tenho, definitivamente, uma auto-imagem e desejava que outros tivessem uma boa impressão a meu respeito. Minha imagem é parecer um homem espiritual. Amo Jesus e quero que todos pensem isso de mim, então eu trabalho essa imagem. Pode parecer algo nobre desejar ser visto como espiritual, mas, no fim, é idolatria. Eu desejaria que esse fosse o único ídolo que estivesse tentando controlar minha vida. O altar de bronze é o lugar de confessar seus pecados e essa atitude é a melhor maneira de iniciar o louvor (Ver. Salmos 51: 16-17).

O lavatório de bronze é o próximo; é onde lavamos nossas mãos e pés. Isso nos livra do desejo de dominar os outros.

Todas essas coisas são para ser feitas em nosso corpo ou na carne do homem.

 O SANTO LUGAR

O próximo encontro é com o santo lugar que é representado pela alma. Nesse lugar estão presentes o candelabro de ouro, o altar de incenso e a mesa dos pães da proposição. O candelabro representa a Igreja (Apocalipse 1:20); o incenso é a adoração (Malaquias 1:11); e os pães da proposição significam comida e relacionamento com a presença ou o Pão da Presença (Êxodo 25:30 1 ). Esse é também, o lugar onde muitos de nós paramos.

A razão pela qual, muitos param no Santo Lugar (a alma) é pensar que a experiência de louvor com um encontro do Espírito Santo é tudo que precisamos. Eu tenho de admitir que quando a presença do Senhor vem ao nosso encontro e eu estou ministrando o louvor, penso que já estejamos satisfeitos. Porém, tenho aprendido lentamente que há mais. Quando o Espírito está presente, nós estamos apenas a contemplá-lo, não entrando nele.

Enquanto o Senhor estava preso na cruz, o véu foi rasgado, abrindo o caminho para todos entrarem no Santo dos Santos. Com essa verdade brilhando atrás de nós, por que não entramos?

 O SANTO DOS SANTOS

Tenho percebido que muitas pessoas, especialmente homens, têm dificuldades e se sentem embaraçados com a idéia de intimidade com Deus. Isso não lhes é algo novo em suas vidas, mas alguma coisa que os mantém afastados da vulnerabilidade, de abrir-se aos outros sobre acontecimentos e por um senso básico de temor concernente aos profundos problemas espirituais. O que nos conforta sobre o Santos dos Santos ou entrar na presença de Deus é que aquele era um lugar escuro. Ninguém podia ver lá dentro, ninguém estava olhando. Nada era feito como um show.

Há um sinal comum aos que têm entrado no Santo dos Santos. É o poder para curar as doenças; a fé de que Deus sempre proverá; eles sabem que receberão misericórdia da mesma forma que a oferecem aos outros; eles conhecerão e andarão nas promessas de Deus.

Tenho visto pessoas com ministérios de cura, de evangelismos em massa nos quais milhares são salvos, de dons proféticos, palavras de conhecimento, entre outros, e o denominador comum é que eles têm entrado no Santo dos Santos. Além do véu rasgado é onde está o trono de misericórdia de Deus esperando por nós. É no lugar secreto que o poder de Deus está disponível (Vara de Arão). Aqui é onde a provisão constante de Deus está (Jarro de Ouro de Maná). É no lugar de intimidade que as promessas de Deus e a esperança de glória, Cristo Jesus, esperam por todos que entram. Creio que a entrada no Santo dos Santos é muito mais difícil na igreja que em casa a sós com o Senhor. É porque o louvor no Santo Lugar é processual e barulhento, mas, no Santo dos Santos, você vê querubins com suas cabeças curvadas diante do Senhor.

A ENTRADA É PARA TODOS

“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel”. Êxodo 19: 5-6.

Deus desejou que todos fossem sacerdotes, qualificando a todos nós para sermos nação santa. Agora que somos o templo de Deus, o Santo dos Santos é representado pelo nosso espírito. Se vivemos com o Espírito de Deus guiando nosso espírito, seremos dirigidos por Ele. Uma vida dirigida pelo Espírito nos conduzirá diretamente ao lugar de intimidade que tanto desejamos no Senhor.

É o espírito que precisa estar no controle da vida do homem e não sua carne e nem sua alma. O espírito não pode controlar o corpo a menos que a alma esteja de acordo com a idéia. Não é esse o lugar onde todos os homens caem? Não é a carne e sua luxúria que causam tanto conflito interno ao homem? É no Santo dos Santos que tudo é estabelecido.

O que aconteceria se fossemos conduzidos pelo Espírito ao longo de nossas vidas? O que seria a igreja se ela fosse dirigida pelo Santo dos Santos e não apenas pelo lugar da alma ou o santo lugar? Se o Espírito de Deus fosse livre para fazer tudo o que Ele desejasse e não o que eu acho que Ele quer? Imaginar uma vida conduzida pelo Espírito pode parecer uma desilusão para uns e um sonho para outros. Acordar um dia e dizer De hoje em diante, eu serei guiado pelo Espírito é mais fácil de ser dito do que praticado. Nossos espíritos têm de ser dirigidos pelo Espírito Santo, se desejamos ir além das duas primeiras partes do tabernáculo e então seguir uma vida conduzida pelo Espírito.

      

CULTO DE PRIMÍCIAS

fevereiro 1, 2013 in Pra Cristina Medeiros

CULTO DE PRIMÍCIAS – O3/02/2013

Participe!

Acampamento PROCURA-SE Cristãos Comprometidos

janeiro 31, 2013 in Pra Cristina Medeiros

Vamos lá pessoal.
Oportunidade de levar pessoas para ouvir a Palavra de Deus!
Quem levar mais pessoas vai ser recompensado, pode aguardar.
Vai ser benção demais. Muita novidade te aguarda!

MORNOS ESPIRITUAIS

janeiro 28, 2013 in Pra Cristina Medeiros

MORNOS ESPIRITUAIS

Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!  Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Apocalipse 3:15-16

Qual era o problema da igreja em Laodicéia? Jesus dá o diagnóstico: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; (Ap 3:16).  É a única vez na bíblia toda que alguém é capaz de provocar náuseas em Deus, a ponto de ser vomitado. A igreja havia se tornado tão inútil, que Jesus estava quase a ponto de vomitá-la da sua boca. É o caso daqueles que freqüentam os cultos, ouvem a mensagem, são amigos do pastor, fazem uma oferta aqui e ali, vão num mutirão, a um acampamento da igreja, mas nada de compromisso sério com Cristo, suas vidas são tão velhas e ímpias quanto antes. Esses são os “crentes” mornos e estão sempre tentando esconder isso.  Mornidão espiritual é uma crônica indiferença para com as realidades espirituais. Um crônico desinteresse para com qualquer reunião de oração, leitura da bíblia, ou para com a vida de comunhão.

Qualquer um de nós pode ser atingido pela mornidão espiritual. Não é que a pessoa abandonou a fé, na aparência é como se ela estivesse bem; ela sabe que não está bem, mas esconde isso de todo mundo.

Sinais que aparecem quando a mornidão ataca uma pessoa.

1º- As coisas de Deus – as disciplinas espirituais, são feitas na medida da conveniência. Quando é possível, quando não atrapalha, quando tudo já estiver terminado, quando não houver mais nada para fazer, e ainda resta alguma vontade.

2º- A participação dessa pessoa morna é mínima nas atividades da igreja. E quando ela vem o alimento espiritual não lhe parece apetitoso. Aquela vinda à igreja se torna o prato da crítica, da murmuração, da fofoca, da insubmissão o resto da semana.

3º- A falta de comunhão com Deus começa a refletir-se no seu relacionamento com as outras pessoas. A intolerância, a falta de perdão, a impaciência, a crítica injusta, a rebeldia, a arrogância, o egoísmo passam a dominar as atitudes dessa pessoa atacada pela mornidão espiritual.

Um fato interessante, é que o crente morno não é morno para tudo. Ele não é morno para o seu trabalho; não é morno para o seu divertimento; não é morno para o seu time de futebol; não é morno para o seu ídolo musical; não é morno para a Internet; não é morno para a academia; não é morno para o futebol no final de semana; enfim: ele não é morno para as suas paixões mundanas.

A mornidão ataca apenas uma área da sua vida – a espiritual. Deus acaba se cansando dessa náusea diante d’Ele e literalmente vomita o crente morno. É por isso que alguns crentes desaparecem prematuramente.

Alguém pode perguntar: como é que um crente, e mesmo uma igreja inteira pode ser acometida de mornidão espiritual? Tudo começa com um equivocado sistema de medição. Eles confundiam sucesso material com maturidade espiritual.

Jesus disse como isso ocorria: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma…” (Ap. 3:17). Jesus, na parábola do semeador disse: As sementes que caíram no meio dos espinhos são as pessoas que ouvem a mensagem. Porém as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida aumentam e sufocam essas pessoas. Por isso os frutos que elas produzem nunca amadurecem. (Lc 8:14).

Riqueza, felicidade, bens materiais, divertimento, jamais facilitou o crescimento espiritual do crente. Jamais. Quanto mais você tiver, mais difícil será a sua entrada no reino de Deus.

Quanto mais fácil for a sua vida material, mais difícil será o seu caminho para o centro da vontade de Deus, mais difícil será desenvolver a sua salvação. É por isso que você vai encontrar poucos, pouquíssimos ricos no céu.

Jesus foi muito honesto com a igreja de Laodicéia: Vocês dizem: ‘Somos ricos, estamos bem de vida e temos tudo o que precisamos. Mas não sabem que são miseráveis, infelizes, pobres, nus e cegos. (Ap. 3:17).

Você consegue imaginar uma pessoa nessas condições? Pode imaginar o retrato de uma igreja nessas condições? Mas era assim que eles eram vistos aos olhos de Jesus. Antes de Laodicéia encontrar o Juízo de Deus, ela encontrou o mensageiro de Cristo. Jesus usou um ‘anjo’, um mensageiro de boas noticias.

Deus sempre está disposto a mandar um mensageiro na frente do juízo. Se alguém ouvir o mensageiro, não precisará enfrentar o juízo. Obedeça a mensagem, valorize o mensageiro.

Livre-se da tolerância, para com o pecado da indiferença. Para ser curado você precisa antes de tudo ver isso como uma transgressão da Lei de Deus. Jesus disse que o grande mandamento é: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Não amar é transgredir. Transgredir é pecar. Sem confissão de pecados, não há cura.

Se você está cansado de ser morno, se você está sentido que o deserto está lhe sufocando, então venha a Cristo e diga: ó Senhor, tu amaste a igreja de Laodicéia, então, ajuda-me também!

Arrependa-se. O verdadeiro arrependimento não é medido pelas lagrimas derramadas, mas pela mudança da direção dos passos. É mudança de paradigma, mudança de mente, mudança de atitude.

Portanto, aconselho que comprem de mim ouro puro para que sejam, de fato, ricos. E comprem roupas brancas para se vestir e cobrir a sua nudez vergonhosa. Comprem também colírio para os olhos a fim de que possam ver. (v. 18).

O verdadeiro ouro é o relacionamento com Deus – entre Pai e filho. A verdadeira roupa é a justiça de Cristo que nos cobre de toda a injustiça. A verdadeira medicina para os olhos é o discernimento espiritual para julgar todas as coisas como elas de fato são.

Quando dizemos que a nossa missão é transformar vidas, mas não comparecemos nas reuniões de oração semanais alegando falta de tempo, porventura não é isso provocar o zelo de Deus? Quando dizemos que assumimos o nosso compromisso diante de Deus de sustentar a sua obra com o nosso dízimo e nossa oferta, e muitas vezes desviamos esse dinheiro para nossas próprias coisas, não é o zelo de Deus que provocamos?

Aqui vai uma advertência. Nós não estamos brincando de igreja, estamos lutando pela salvação de nossas almas e pela salvação dos perdidos. Tome uma posição! Obedeça! Volte-se para Cristo, arrependido de toda indiferença, de toda frieza nas coisas espirituais, pedindo ouro, linho fino e colírio para os olhos da fé.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

 

 

 

 

JEJUM DE ISAÍAS – 7º DIA – 27/01/2013

janeiro 24, 2013 in Pra Cristina Medeiros

7º DIA. VERSÍCULOS 13 E 14:

“Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras, Então te deleitarás no SENHOR, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do SENHOR o disse.”  Isaías 58:13-14

Hoje encerramos essa semana de jejum e, a primeira pergunta que nos vem a mente é: e o o que tem a ver sábado com jejum?

Do aspecto ritual, tudo! O jejum era um dos sinais de extrema devoção a Deus, onde o fiel deixava até mesmo de se alimentar para agradar a seu Senhor. O outro sinal era o sábado, porque sobretudo nos tempos bíblicos, onde não havia carteira assinada nem seguro social, um dia parado significava um dia de grave prejuízo. Segundo o “Comentário Bíblico Atos: Antigo Testamento”:

O Sábado passou a ser um dos principais meios de demonstrar lealdade a Deus e a seus estatutos. E é nesse sentido, o do compromisso de lealdade para com Deus, que o autor nos exorta nesses últimos versículos. Até aqui foram feitas várias exigências para que o Senhor aceite nosso jejum, todas elas implicam em renúncia pessoal e muitas acabam em serviço ao próximo. Isso dispende tempo, dinheiro; aliás, servir a Deus exige nossas vidas como um todo. Essa foi a tônica do início do discurso: “Será que o jejum que escolhi é que vocês dediquem se a mim durante apenas um dia?”, com isso entende se que o Senhor exige uma devoção integral, e é isso que iremos aprender a respeito do sábado.

“No princípio criou Deus os céus e a terra”, assim começa o livro de Gênesis, e é para lá que devemos ir para entender o sábado bíblico. Sete dias depois dessa frase clássica o Senhor havia terminado toda a sua obra e, para finalizar, criou um dia especial, onde o homem deveria descansar:

No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação. – Gênesis 2:2-3. A questão é: Deus precisa descansar? Não, obviamente. Então, se ele não precisa porque descansou? Em Êxodo 20:8­12 temos a ordem de guardar o sábado expressa nos Dez Mandamentos, o texto de Deuteronômio que os repete ajuda a esclarecer as nossas dúvidas: Deuteronômio 5:12­15.

Uma coisa que devemos aprender sobre o “Deus de Israel” é que, ao contrário do que nossa mente ocidental costuma pensar, Ele nunca fez nada por capricho, em linguagem popular, ele “nunca deu ponto sem nó”. Agora é preciso que voltemos aos primeiros versículos de Isaías 58, quando o Senhor reclama com muita indignação da opressão aos necessitados. Em todo esse capítulo é denunciada a despreocupação de Israel para com o próximo, a maneira como o povo achava que podia servir a Deus ignorando todo o resto do mundo. Acontece que um dos objetivos principais do mandamento do sábado no Antigo Testamento era justamente fazer com que as pessoas tivessem, ao menos durante um dia, direitos iguais. O Sábado foi a única lei da história da humanidade que colocou em pé de igualdade escravos e senhores. Nenhum judeu podia fazer com que ninguém, nem mesmo um animal de carga, trabalhasse durante o sábado. Todos tinham o mesmo direito e obrigação de descanso. Por esse motivo a exortação quanto a devida observância do sábado está ligada ao texto sobre Jejum em Isaías. Os maus senhores que oprimiam seus servos o faziam também no Dia do Senhor, e ainda assim sentiam no direito de adorar a Deus no Templo ou Sinagoga. O Sábado também havia se tornado um ritual vazio e perdido seu significado original. Deus descansou no sábado para dar o exemplo. Se Ele mesmo, Todo Poderoso, reservou ao direito de descansar de seu trabalho, assim quem seria o homem, mortal, efêmero e frágil, para achar que podia viver sua vida a todo o vapor, trabalhando cegamente e esquecendo de que tem família, amigos, uma vida e um Deus?

Os cristãos substituíram o sábado pelo domingo, e alguns ainda observam fielmente esses dias, tentando assemelhar aos judeus.

Mas será que o sábado é apenas um preceito religioso? Qual é o conceito bíblico do sábado? Até aqui descobrimos porque os judeus deveriam guardá­lo, e isso é um aspecto cultural, mas o que o texto de Isaías nos tem a dizer? Devemos nós também hoje guardar o dia do sábado? Lembremos que o que vemos no Antigo Testamento é sombra das realidades permanentes e inabaláveis reveladas pela Graça de Deus em Cristo Jesus. Jesus disse que não veio revogar a Lei, mas cumpri­la (Mateus 5.17), logo o sábado não foi abolido (hoje tiramos o Domingo – Dia do Senhor – o primeiro dia da semana). Não importa se guardamos o sábado ou não, como um dia da semana, mas importa que tenhamos tempo, em nossas vidas para dedicarmos a Deus, as nossas famílias e amigos, e a nós mesmos. Esse é o primeiro ponto importante para entender sobre o sábado. Continua sendo um mandamento do Senhor, algo que devemos cumprir, tanto quanto “não matar”. É preciso que entendamos que, ao contrário do que a sociedade pós moderna nos faz crer, não somos robôs, máquinas de fazer dinheiro! Absolutamente! Somos filhos de Deus, e temos o direito e a obrigação de viver essa liberdade. Nossas vidas não são nossas, então é preciso entender que é biblicamente uma obrigação de qualquer homem tirar um tempo para cuidar de sua família, das coisas de Deus, dos amigos e de si mesmo. Se vai ser o sábado ou não, o Novo Testamento já não nos diz isso, mas tem que acontecer. Deus deu o exemplo.

A segunda coisa importante a aprendermos sobre o Sábado é o aspecto espiritual. A raíz etimológica dessa palavra é o hebraico shabath, que significa primariamente: parar, desistir, descansar. Aqueles que tomarem seu jugo, disse Jesus, encontrariam esse descanso para suas almas (Mateus 11:29). O autor de Hebreus é mais enfático, e diz que devemos nos esforçar para entrar no descanso do nosso Deus (4.11). O sábado era o dia que os judeus tiravam para lembrar de que tinham um Deus que cuidava deles, que não deixaria nada faltar, e que se preocupava com eles ao ponto de deixá­los descansar por um dia. Era o momento que eles tinham para aproveitar a presença de Deus, aprender sobre Ele. Como um pai ocupado que tira o domingo para brincar com os filhos, assim era o Senhor, havia deixado o sábado para estar com seu querido Israel. Em Cristo isso deixa de ser um dia ou um ritual religioso, e passa a ser uma realidade permanente. Devemos viver um sábado a cada dia, viver no descanso de nosso Deus, caminhar assim dia após dia. Agora podemos reler o texto de Isaías 58.13 na Bíblia.

Quantas vezes cuidamos dos nossos próprios interesses e esquecemos dos interesses de Deus? Não é exatamente por isso que fomos exortados durante toda essa semana? A promessa de Deus para nossas vidas é simples: “Cuide das minhas coisas que eu cuido das suas, viva a minha vida, que eu cuidarei da sua vida”, sendo mais específicos: “quem achar a sua vida a perderá, quem perder a sua vida por Cristo a encontrará” (Mateus 10.39; 16.26; Marcos 8.35,36; Lucas 9.24; 17.33; João 12.25). Essa mensagem é tão importante que está presente em todos os quatro relatos diferentes da vida de Jesus! Viver o sábado hoje é deixar que Deus guie nossas vidas, confiando que Ele sabe o melhor para cada um de nós. É obedecer e descansar. Como nossa sociedade precisa desse descanso! Devemos honrar o descanso do Senhor, respeitar a sua vontade, não pretender fazer a nossa própria vontade, mas a Dele. Assim honraremos e guardaremos o sábado como diz o texto de Isaías, e o nosso Jejum estará completo, mas não sem mais algumas bênçãos, que Deus sempre concede àqueles que O obedecem.

O versículo 14 começa a descrever essas bênçãos pra todos que decidem levar uma vida à disposição do Senhor. Novamente, a partícula então denota condição para o que vem a seguir, como visto anteriormente nos estudos dos versículos 9 e 10. Logo, é necessário cumprir o que foi dito no versículo 13 para que o versículo 14 se cumpra.

“Te deleitarás no SENHOR”: É interessante que ao mesmo tempo que demonstra uma grande felicidade, também nos faz mimados por Ele, que cuida de nós como filhos, seu povo amado. Ou seja, se O obedecermos, seremos felizes e mimados, nos alegrando com Deus, na melhor cena que podemos imaginar de carinho entre Pai e filho. Quão grande benção é ser cuidado pelo Senhor, não?

“Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra”: Em Isaías 57-15 podemos ler: “Pois assim diz o Alto e Sublime, que vive para sempre, e cujo nome é santo: ‘Habito num lugar alto e santo (…)’”. Nos fazer cavalgar pelos lugares altos da terra fala de podermos andar por todo o Reino de Deus, aonde Ele reina! Se “deixamos de seguir nosso caminho”, como diz o versículo 13 de Isaías 58, seguiremos o caminho que o Senhor traçar para nós, e Ele nos guiará por todo o Seu Reino, sem esforço. O cavalo é um símbolo de força. O fato de cavalgarmos nos permite passar por muitos lugares sem nos cansar, sem andar com as próprias forças, algo leve, justamente o que afirma o versículo 13 que lemos anteriormente, um descanso no Senhor.

“E te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse”: Ao afirmar que a boca do Senhor está dizendo, não há espaço algum para dúvida, já que “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” (Números 23:19). Tudo o que Deus falava era dado como certo, não haveria erro, logo, tudo o que foi dito será cumprido. Jacó é o pai da nação de Israel. Cada um dos seus doze filhos foi fundador de uma tribo. Deuteronômio 32:9 diz: “Porque a porção do SENHOR é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança.” Salmo 78:71, Jeremias 10:16 e 51:19 dizem que Israel é a herança do Senhor. Deus usará cada um que faz parte de Israel espiritual, nós, para sustermos uns aos outros, em todos os sentidos, o que reforça ainda mais o que temos visto até agora sobre o doar cada vez mais.

O jejum de Isaías 58 era aquele que agradava a Deus, que trazia mais frutos para a pessoa e para a sociedade. Devemos lembrar do que Jesus disse em Mateus 5:20: “Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus.” A palavra grega para justiça, tem vários significados, dentre eles “condição aceitável para Deus; doutrina que trata do modo pelo qual o homem pode alcançar um estado aprovado por Deus; integridade, virtude; pureza de vida; justiça; pensamento, sentimento e ação corretos.” Se não tivermos tudo isso muito a mais do que os fariseus, não conseguiremos chegar ao céu. Percebam que fala muito de integridade, pureza e ação corretos, tudo o que falamos até agora sobre jejum. Se aplicarmos tudo isso da maneira correta, estaremos num estado “aprovado por Deus”, como vimos.

CONCLUSÃO

Recordemos o que é o jejum para Deus:

1. Soltar as correntes da injustiça (romper com os laços que nos prendem ao erro);

2. Desatar as cordas do jugo (desligar do que ainda pode ser abalável, ou seja, desligar das coisas e dos valores transitórios desse mundo);

3. Pôr em liberdade os oprimidos (parar de oprimir ao próximo, deixando as pessoas em paz, sem impor aos nossos irmãos um peso que não lhes pertence);

4. Romper com o jugo (destruir em nossas vidas tudo aquilo que não pertence ao Senhor, tudo que pode ser abalado, que não é eterno);

5. Partilhar a comida com o faminto;

6. Abrigar o pobre desamparado;

7. Vestir quem está nu (cobrir as faltas uns dos outros, com amor e lealdade, e não ficar acusando o próximo pelos erros cometidos no passado);

8. Não recusar ajuda ao próximo (não nos esconder de quem precisa de ajuda).

 

As bênçãos para quem cumpre tais princípios são as seguintes:

1. Sua luz irromperá como a alvorada (seremos luz para os outros, fazendo­os enxergar a Deus);

2. Prontamente surgirá a sua cura (a cura virá sem demora);

3. Sua retidão irá adiante de você (os frutos da nossa integridade irão adiante de nós, sem precisarmos falar nada);

4. A glória do Senhor estará na sua retaguarda (Deus vai nos impulsionando para caminhar, mostrando o caminho);

5. Clamará ao Senhor e ele responderá;

6. Gritará por socorro, e ele dirá: ‘Aqui estou’;

Ainda existem mais algumas práticas saudáveis quanto ao jejum, que são um nível um pouco acima dos anteriores, pois agora fala de mudar o meio em que se está, e não mais apenas uma pessoa.

1. Eliminar do seu meio o jugo opressor (eliminar todo o atrapalho para um viver integral com Deus);

2. Eliminar do seu meio o dedo acusador (não mais apontar os erros, mas ajudar a consertá­los);

3. Eliminar do seu meio a falsidade do falar (purificar os lábios e retirar toda impureza do falar);

4. Com renúncia própria beneficiar o faminto (oferecer ajuda espiritual ao faminto);

5. Satisfizer o anseio dos aflitos.

Agora as bênçãos dessas práticas, que, ao contrário das anteriores, beneficiam o país, o Reino como um todo, cada pessoa:

(1). A tua luz despontará nas trevas (oferecer ajuda espiritual ao faminto);

(2). A sua noite será como o meio-dia;

(3). O Senhor o guiará constantemente;

(4). Satisfará os seus desejos numa terra ressequida pelo sol;

(5). Fortalecerá os seus ossos;

(6). Você será como um jardim bem regado;

(7). Como uma fonte cujas águas nunca faltam;

(8). Seu povo reconstruirá as velhas ruínas;

(9). Seu povo restaurará os alicerces antigos;

(10).Será chamado reparador de muros, restaurador de ruas e moradias.

É impressionante a profundidade do jejum que agrada a Deus. Ao mesmo tempo que se torna menos penoso ele trás mais responsabilidade para os que querem praticá­-lo da maneira correta. O principal é despojar de si, de todo orgulho e vontades e lançá­los ao Pai, dizer que estamos aqui para viver apenas para Ele, e entrarmos no descanso sabático do Senhor, que, por sua vez, também possui algumas exigências:

(1). Vigiar os pés para não profanar o Sábado;

(2). Não fazer o que bem quiser no santo dia do Senhor;

(3). Chamar delícia o sábado e honroso o santo dia do Senhor;

(4). Honrá-lo, deixando de seguir seu próprio caminho, de fazer o que bem quiser;

(5). Deixando de falar futilidades.

Essas exigências também trazem algumas bênçãos, dessa vez ainda mais ligado com o Senhor:

(1). Terá no Senhor a sua alegria;

(2). Deus fará com que você cavalgue nos altos da terra;

(3). Deus fará com que você se banqueteie com a herança de Jacó.

Desistir de viver para si, morrendo a cada dia, e decidir viver para Deus e seguir todos os seus caminhos é o verdadeiro jejum, que acaba por nos levar ao Sábado que agrada ao Pai. Como “recompensa” Deus irá cuidar de nós em todos os momentos, como a filhos amados, nos fará passear pelo seu reino e nos alimentar bastante!

 

IMPORTANTE

Significado da palavra Sábado:  A raíz etimológica dessa palavra é o hebraico shabath, que significa primariamente: parar, desistir, descansar.

 

 

 

TAREFAS PARA O JEJUM DE ISAÍAS   

7º DIA (domingo) – 27/01/2013

Espiritual: A sós com Deus: Passar de 10 a 30 minutos sem distrações meditando na Palavra e conversando com Ele.

Desenvolvimento:  Identificar uma coisa que desperdiça muito seu tempo e eliminá-la do seu dia-a-dia.

Relacional: Fique atento a qualquer pessoa ao seu redor que esteja sofrendo calada, escondendo a dor por trás de um sorriso ou da maquiagem. Peça a Deus sabedoria, e que lhe dê o momento e as palavras certas para oferecer compreensão e conselho para ela.

Para não confundir o tipo de ajuda que você está oferecendo, limite esse contato a pessoas do mesmo sexo.

Jejum: Convide alguém que já te ajudou muito para almoçar com você.

 TODA HONRA E TODA GLÓRIA AO SENHOR!


 

JEJUM DE ISAÍAS – 6º DIA – 26/01/2013

janeiro 24, 2013 in Pra Cristina Medeiros

6º DIA. VERSÍCULOS 11 E 12:

Implicações proféticas da prática do verdadeiro jejum, e como a Igreja Primitiva praticava isso de maneira correta e efetiva.

“O SENHOR te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam. Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável”

Os versículos de hoje continuam relatando as bênçãos de se cumprir as exigências dos versículos 9 e 10a. É interessante perceber que os versículos de hoje estendem as bênçãos de Deus para a nação daqueles que praticavam o jejum. Esse país é o Reino de Deus. A maioria dessas interpretações, hoje, é mais espiritual e profética do que física. Vejamos:

 

“O Senhor o guiará continuamente”: Deus está nos guiando desde o momento em que Ele falou qual era o verdadeiro jejum. Muitos fazem jejum para entender o que devem fazer em determinadas situações, qual o propósito de Deus para suas vidas, entre muitos outros pedidos de direção, mas o texto é claro ao afirmar que para Deus nos guiar devemos ser obedientes, tirar o foco de nós mesmos e servir aos outros. Mudar nossa mentalidade de uma falsa humildade para humildade genuína.

Uma das maneiras de Deus trabalhar conosco é como um pastor de ovelhas, que Davi descreve no Salmo 23.

Em João 10, Jesus afirma ser o Bom Pastor, e diz que “as ovelhas ouvem sua voz” (João 10.3). Essa é uma característica importante dos filhos: ouvirem a voz do Senhor e obedecerem! Quem assim fizer, será guiado por Deus constantemente. Quem não ouvir não está sendo ovelha de Deus, logo, não será guiado por Ele. Deus está guiando através das diretrizes de Isaías 58, agora obedecer ou não é uma escolha.

Temos um exemplo clássico do que acontece quando o Senhor guia pessoas que não querem segui­lo, que é o povo na saída do Egito. Foram guiados (cf. Exôdo 13.21) diariamente, constantemente, mas não queriam ouví­lo, desobedeceram, criaram ídolos e, pelo pecado, pereceram no deserto.

“Fartará a tua alma até em lugares áridos”: lugares áridos, ou desérticos, significam momentos de provas, em que geralmente estamos sós. O alimento é escasso, a água é rara, ou seja, situações adversas até mesmo para nossa sobrevivência. Mas Deus está conosco, o nosso socorro. Ele promete que nossa alma estará farta, ou seja, estaremos empanturrados, quase explodindo de tanto alimento. Muitas pessoas reclamam do lugar aonde estão, geralmente da igreja e do pastor, afirmando que estão morrendo, definhando, por não terem alimento, e então decidem sair e ir para outro lugar. O que esse texto mostra é que isso não é desculpa, uma vez que Deus deve fartar nossa alma, e não um homem.

Ontem vimos que devemos abrir nossa “alma para os famintos”, ou seja, dar o apoio espiritual aos que precisam. Esse alimento que daremos só pode vir de um lugar: do Senhor. Se não estivermos sendo alimentados, não poderemos alimentar.

 “Fortificará os teus ossos”: Dessa forma, Deus está afirmando que irá nos preparar como a um soldado, nos equipar, fortalecer, tanto espiritualmente quanto fisicamente. Estaremos com cada vez mais disposição para caminhar e cumprir o que Ele deseja.

“Serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam”: Jardim representa crescimento e fertilidade. Um jardim bem cuidado e regado está sempre belo, a maior parte do tempo com muitas flores e cheiroso. Traz paz, tranqüilidade, é aprazível aos olhos. Assim seremos, um odor que não vem de nós e que atrai as pessoas a algo diferente, a Deus.

Também afirma sobre sermos fonte de águas que jamais faltam. É o que Jesus disse em João 4:14, a todos que beberem da água que Ele dá. Água é vida, e com a água do Senhor nunca mais teremos falta, nunca mais teremos sede.

Percebam que as bênçãos que Deus está concedendo é para permitir que possamos dar ainda mais para os outros, e não ficar com tudo para nós. Essa é a grande diferença entre as duas sessões de bênçãos desse capítulo: a primeira é mais pessoal, enquanto essas são mais globais, recebemos para dar. Deus só sabe se pode confiar em nós algo para compartilhar com os demais se formos fiéis e obedientes ao que ele pede, e é o que Ele está mostrando nesse capítulo.

“Seu povo reconstruíra as velhas ruínas”. Esse verso nos enche de esperança! O povo, os filhos, a geração daqueles que praticam o verdadeiro jejum irá, e isso é uma promessa de Deus, “reconstruir as velhas ruínas”. E quanto a nossa sociedade precisa disso! Se não todos, a maioria dos valores que nos fazem humanos estão completamente arruinados. O amor foi banalizado em sexo por puro prazer, ruína; A fé tornou meio de lucro para pregadores desonestos, ruína; A esperança deu lugar ao medo, de ser assaltado, de perder o emprego, de ser traído, ruína; O homem, que antes era medido por seu caráter, agora é avaliado segundo os bens que possui, as roupas que veste, os dígitos em seu contra­cheque, ruína. E gastaríamos volumes inteiros aqui sem encontrar todos os valores que um dia foram caros para o homem e que hoje foram completamente arruinados. A esperança do nosso mundo é que se levante uma geração de pessoas que entendam e pratiquem o “jejum que agrada a Deus”, não um ritual exterior e infrutífero, não a repetição inflexível de dias sem comer ou beber, mas uma profunda conversão a Deus que implique na mudança de atitudes em relação ao próximo. Os que jejuam de verdade são a esperança de um mundo melhor, são o projeto do Senhor para a restauração das ruínas desse nosso mundo perdido.

“Restaurará os alicerces antigos”: Alicerces falam de fundação, ou seja, a base de sustentação. Quando restauramos algo o deixamos mais forte, o renovamos, o revigoramos, ou seja, damos uma nova força. É o que temos entendido para esses dias mais do que nunca, uma restauração das bases do cristianismo, das bases da nossa fé, que com o tempo foram restauradas de maneira errada ou ignoradas. Nós, que temos sido estabelecidos por Deus, temos obrigação de ajudar aos que estão ao nosso redor a também estar alicerçados de maneira correta, como diz Hebreus 12:22. É nossa responsabilidade cuidar do Reino de Deus e de todas as pessoas que Ele colocar em nosso caminho.

 “E serás chamado Reparador de brechas, Restaurador de caminhos, para que se possa habitar”: Essas bênçãos estão diretamente ligada com as anteriores, sendo uma conseqüência delas. O reconstrutor que Deus abençoa em Isaías 58, quando reconstruir as velhas ruínas, estará fechando brechas e restaurando caminhos. Dessa forma, estará criando um lugar habitável, aonde as pessoas poderão morar sem se preocupar. Quando falamos de muros estamos nos referindo à proteção de Deus. Se em algum momento nós permitimos que haja algum buraco nessa proteção, as chamadas brechas, estamos correndo risco de, por ali, sermos derrotados. Temos que sempre procurar se há algo que Deus não tem se agradado e que pode prejudicar nosso relacionamento com Ele. Quanto à caminhos, o texto de Hebreus 12.22 acima trata um pouco. Algumas pessoas podem estar enveredando por lugares ruins, passando por dificuldades ou caminhos que levem à morte, e ao restaurar os alicerces, esses caminhos também serão restaurados. Com tudo isso, um lugar habitável estará pronto, ou seja, um lugar de descanso e segurança. Um lugar que outrora estava destruído mas, agora, está reconstruído, pronto para nos abrigar.

É importante frisar que o jejum que agrada a Deus trata de uma profunda mudança interior e exterior, uma conversão de fato aos valores do Seu Reino Eterno.

TAREFAS PARA O JEJUM DE ISAÍAS   

6º DIA (sábado) – 26/01/2013

Parabéns a você que ainda está nesse propósito. Você é uma pessoa perseverante, e será recompensado por isso.

Espiritual: Marque um horário na sua agenda para passar um tempo a sós com Deus, como se fosse um encontro com Ele. Busque um lugar privado, desligue o telefone, e peça para as pessoas não lhe incomodarem. Tenha sua Bíblia com você, e passe aquele tempo meditando em alguma passagem, e conversando com Deus.

Relacional: Talvez a tarefa mais desafiadora hoje é a da parte Relacional. Mas também é uma que pode lhe trazer um resultado surpreendente. Pense em alguém que você admira. O que você admira nessa pessoa? Por quê?

Crie coragem, pegue o telefone, ou vá até a pessoa, e pergunte: Como você faz isso? Qual o seu segredo de ser tão (preencher a qualidade aqui)? Tem algum conselho para quem quer melhorar?

Se achar necessário, pode até dizer que a razão das perguntas é uma tarefa de um propósito especial que você está fazendo. Seja também consciente de não tomar muito tempo da pessoa, e de agradecer a atenção. Além dos conselhos obtidos, essa tarefa lhe ajudará a vencer  alguma possível timidez, estreitar o contato com a tal pessoa, e quem sabe até ser o início de algo mais proveitoso no futuro.

Portanto, faça de tudo para não fugir dessa tarefa.

Jejum: Não tome hoje nenhum tipo de refrigerante.

 

JEJUM DE ISAÍAS – 5º DIA – 25/01/2013

janeiro 24, 2013 in Pra Cristina Medeiros

5º DIA. VERSÍCULOS 09 E 10:
“Então clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniqüamente; E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.” Isaías 58:9-10

Devemos lembrar das exigências que Deus faz nos versos seis e sete para que um jejum seja “verdadeiro”:
1. Soltar as correntes da injustiça (romper com os laços que nos prendem ao erro);
2. Desatar as cordas do jugo (desligar do que ainda pode ser abalável, ou seja, desligar das coisas e dos valores transitórios desse mundo);
3. Pôr em liberdade os oprimidos (parar de oprimir ao próximo, deixando as pessoas em paz, sem impor aos nossos irmãos um peso que não lhes pertence);
4. Romper com o jugo (destruir em nossas vidas tudo aquilo que não pertence ao Senhor, tudo que pode ser abalado, que não é eterno);
5. Partilhar a comida com o faminto;
6. Abrigar o pobre desamparado;
7. Vestir quem está nu (cobrir as faltas uns dos outros, com amor e lealdade, e não ficar acusando o próximo pelos erros cometidos no passado);
8. Não recusar ajuda ao próximo (não nos esconder de quem precisa de ajuda).

São oito diretrizes que, para Deus, resumem o jejum verdadeiro. Já dissemos e vale a pena ressaltar que isso fala de mudanças permanentes de caráter, de um posicionamento prático diante de Deus e da sociedade, assumindo a responsabilidade que nos é devida por termos aceitado viver dentro das leis do Reino Eterno de Jesus Cristo e seu Pai.

Isaías 58, apontam para o jejum não como um ritual ocasional, onde por um curto período de tempo nos desligamos desse mundo e buscamos com mais afinco a vontade de Senhor, mas como uma mudança de mentalidade, voltando nossas vidas como um todo, e por todo o tempo, para os valores eternos do Reino de Deus. Ao nível da adoração individual é isso que conta para Deus como um jejum, a abstinência daquilo que tornaria feliz a nossa carne, e a entrega de nossas vidas ao serviço de Cristo e do próximo.
Até agora as diretrizes para um jejum que agrada ao Senhor são as oito citadas logo acima, assim: “Contanto que aquelas oito condições para o verdadeiro jejum aconteçam em nossas vidas” podemos partilhar das promessas do versículo nove.
“Você clamará ao Senhor, e ele responderá; você gritará por socorro, e ele dirá: Aqui estou.” Temos aprendido ao longo de nossa caminhada com Deus, a cada dia com maior intensidade e certeza, que Ele é Pai, diga­se de passagem o melhor e mais fiel dos Pais. Nosso Deus é santo, e isso é inquestionável, temos de ser santos exatamente como ele é (1 Pedro 1:16). Uma vida íntegra, pautada em humildade e serviço, é a condição para ouvirmos sua voz, não a abstinência temporária de algum tipo de alimento. O mesmo se aplica a gritar por socorro à espera de alguma ajuda. Em Salmos 18 temos uma clara referência à resposta de Deus por causa da nossas atitudes. Podemos ver duas situações de clamor ao Senhor: no versículo 6, o pedido de socorro por parte do salmista, que era puro, justo e seguia o caminho do Senhor (versículos 20 e 21), além de ser humilde (versículo 27). Já no versículo 41, ocorre um clamor por parte dos inimigos, mas que não foi respondido por terem atitudes de ímpios (versículo 21) e por terem olhos altivos, ou seja, serem orgulhosos (versículo 27). Assim, quando temos essas atitudes que vimos em Isaías, estamos muito mais próximos de ouvirmos a voz do Senhor dizendo que está ali, ao nosso lado, pronto para ser o nosso escudo e cuidar de nós.
Uma das mais terríveis maldições que pode abater a Igreja de Jesus Cristo é a “acusação”. Todos nós somos limpos e tornados santos através do sangue do Senhor Jesus, e mesmo que depois desse lavar pelo sangue venhamos a pecar e cometer os erros do passado, a primeira epístola de João garante que temos um advogado nos céus (1 João 2:1). A Bíblia é clara sobre nossa condição de pecadores:
“Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda a injustiça. Se afirmamos que não temos cometido pecado fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós” – 1 João1:8­-10
Na muito conhecida oração do “Pai Nosso” temos um complemento ao versículo de Isaías:
“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” – Mateus 6:12. Isso é muito sério por três motivos:
Primeiro, se nos julgamos no direito de acusar nossos irmãos do que quer que seja quando o próprio Deus já os perdoou, estamos afirmando estar numa posição superior a deles, dizendo que não pecamos como eles. João ensina que todos nós pecamos, e, caso alguém diga o contrário, é importante que se saiba que isso equivale chamar a Deus de mentiroso.
Segundo, se acusamos nossos irmãos por erros pelos quais Jesus Cristo derramou seu sangue na cruz estamos, segundo o texto de Mateus, nos condenando. Quem não perdoa se condena, isso é uma lei espiritual, e não podemos passar por cima dela. Quem aponta o dedo para apontar os pecados de quem quer que seja está negando o benefício do perdão àquela pessoa, e com isso negando a si mesma o perdão de Deus.
Terceiro, o significado da palavra grega para “diabo” é justamente “acusador”. Ou seja, quando acusamos quem quer que seja, pelo que quer que Deus já tenha perdoado e esquecido, estamos fazendo exatamente o papel devido a Satanás.
O texto de Isaías afirma que não ouviremos Deus enquanto em nosso meio houver acusação, que pode ser interpretada também como “fofoca”, ou qualquer coisa do gênero. Devemos amar uns aos outros, perdoar os pecados uns dos outros, esquecer as faltas uns dos outros. Isso não quer dizer ser conivente com o erro ou o pecado, que deve desde sempre ser denunciado e corrigido, mas significa que quando alguém cair em pecado ou cometer algum erro, se arrepender disso e estiver disposto a mudar de comportamento, devemos ser os primeiros a esquecer o que passou e fortalecer nosso irmão para que passe a viver em santidade.
“se você eliminar do seu meio a linguagem iníqua” “falsidade no falar” “falar iniquamente” “falar vaidade” “falar injurioso”. Todas elas traduzem as palavras que saem de nossas bocas.
Quantas de nossas palavras não são “em vão”? Quantas vezes não proferimos impiedades em nossa fala? Essa é uma alerta para nós e para toda a Igreja de Cristo quanto ao conteúdo de nossas conversas ou comentários. São inúmeras as vezes que não se pode distinguir o diálogo entre crentes em Deus, portanto, santos do Senhor, e ímpios. Falamos o que o mundo fala, nossas piadas envolvem sexo, preconceito, maldade generalizada; comentamos o que o mundo comenta, os mesmos programas de televisão, as mesmas fofocas, enfim, nossa linguagem ainda é fortemente caracterizada pelos rigores do mundo, se assemelha aqueles que estão sem Deus. Essa frase, muito séria, implica que para ouvirmos sua voz, para um relacionamento sério e saudável com o Pai, devemos eliminar de nosso meio esse tipo de comportamento. Foi mais ou menos esse o recado que Paulo enviou em sua carta aos Efésios 5:1­4.
Existem muitas coisas em nosso meio que não convém a santos. Antes de pensarmos em iniciar um jejum por qualquer que seja o motivo, devemos ter certeza de que essas coisas foram retiradas de nosso meio. Essa última exigência de mudança interna implica numa transformação de linguagem, trocando qualquer semelhança com o mundo caído pela pureza que convém a Santos do Senhor.
À semelhança dos versículos anteriores, primeiro uma mudança interna foi exigida, mas logo em seguida essa mudança parece ter levado a outra, agora em direção aos nossos semelhantes necessitados:

“E se abrires a tua alma ao faminto”: Em pelo menos duas ocasiões importantes Jesus falou desse pão espiritual, em Mateus 5:6 e em João 6:35. Esse verso de Isaías fala da necessidade de uma fé não egoísta, que se preocupe com o próximo em todos os sentidos, inclusive o espiritual. Ele nos leva a perguntar qual tem sido a utilidade de nossa fé para aqueles que nos cercam. Será que não temos sido egoístas, preocupados apenas em nos alimentar espiritualmente, em satisfazer nossas dúvidas, receber nossas bênçãos? Será que não temos pensado apenas em nosso mundo, em nosso restrito círculo de amizades? E no trabalho? E no dia a dia? O quanto do “pão da nossa alma” tem sido compartilhado com o próximo? Quantas pessoas passam por nossas vidas, até mesmo nos grupos ou na “Igreja” com muita fome espiritual e nós as deixamos passar sem um simples “bom dia, como você está?”. Não teremos um relacionamento saudável com Deus sem antes passarmos a nos preocupar com o próximo. Voltando a primeira epístola de João, o problema é muito mais sério: 1 João 4:7­-12.
Por tudo que aprendemos até agora, fica claro que o jejum que agrada a Deus não é a abstinência de alimento com interesses místicos, baseada na pseudo necessidade de purificação da carne para que possamos nos apresentar mais santos ou mais puros diante dele. Tal jejum é extremamente egoísta e, infelizmente, exclui o próprio Deus como agente santificador de seus filhos. O jejum que Deus escolheu, aquele que O satisfaz, é prático e não intelectual. Envolve renúncia diária e permanente. É um jejum de nós mesmos!
O texto de João se encaixa perfeitamente em Isaías. Ninguém jamais viu a Deus, disse o apóstolo, então, a única maneira de enxergar a face do Senhor é através dos olhos de nossos irmãos. Vemos Jesus em cada lágrima enxugada, em cada abraço, em cada oferta entregue para quem realmente precisava. Vemos Jesus sempre que negamos a nós mesmos para servir ao nosso próximo. O Cristianismo não é uma fé intelectual ou mesmo mística, não se faz de êxtases ou contemplações, mas da prática, da atitude da fé: Tiago, 1:22-­27
São duas passagens da Escritura que não precisam de explicação e que não deveriam ser esquecidas. Não podemos mais enganar a nós mesmos e esperar servir a Deus do alto de nosso egoísmo. O texto de Isaías é enfático em dizer que Deus não se agrada daqueles que retiram um dia apenas de sua vida, para ocasionalmente viver seu Reino. Isso não é religião! Isso não é Cristianismo!
Deus não quer de nós apenas um dia, apenas uma hora, quer toda a nossa vida, cada segundo. E o texto de Tiago nos exorta com muita propriedade. Esse estudo sobre jejum será um engano em nossas vidas se apenas somar a nossa bagagem intelectual, se for apenas mais uma coisa que aprendemos, mais um “curso” concluído. Temos a obrigação de pôr em prática o que aprendemos, para não tornar as nossas vidas uma mentira colorida com belas histórias bíblicas.
Deus quer dar a seus filhos verdadeiros a oportunidade de manifestar a sua glória nesse mundo, de ver a sua face, de relacionar-se com Ele. As crises do mundo são problema da Igreja. Cada um de nós é responsável pela diminuição da dor, da fome e da morte desse nosso planeta, com nossas simples ações do dia a dia. Não precisamos de muito! Telefonemas, abraços, perguntas simples, visitas, coisas que podemos fazer e que não nos custarão absolutamente nada além de negar a nós mesmos por algumas horas, mas que nos trarão para mais perto de um Deus que deu o maior exemplo de entrega e renúncia que a humanidade poderia esperar: João 3.16
Deus amou, isso foi uma escolha. Deus entregou seu filho, isso foi a atitude gerada pela escolha. Deus amou e entregou seu filho para que todo o que nele crer não pereça, esse foi o propósito do amor de Deus manifesto em atitude.

“E satisfazer o anseio dos aflitos”. O texto de Isaías continua, e chegamos finalmente a última condição para o último “então”. Tiago continua nos ajudando a entender esses versos de Isaías: Tiago 2:14­-17. Deus espera de nós que o anseio dos aflitos seja satisfeito. Nossas orações são extremamente importantes e úteis, mas são infrutíferas se estiver ao nosso alcance ajudar alguém e apenas orarmos. Vamos acrescentar à nossa fé o máximo que pudermos de atitudes práticas. Vamos nos comprometer a entender a aflição de nossos próximos, de nossos irmãos primeiro, os da família, os da “Igreja”, os do trabalho, e ajudá­los da maneira que nos for possível, com o melhor de nós. Não porque esperamos algo em troca, mas porque Deus fez primeiro e nos deu o exemplo. Então…

“Então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio ­dia”. Esse “então” não precisa de explicação. Cada um de nós sabe a dor de se viver em trevas, e sabe como de vez por outra nos sentimos perdidos no escuro. Jesus disse que era a luz do mundo (João 8:12), e essa luz espera um posicionamento nosso para brilhar, espera que nós deixemos de lado as nossas vidas e nosso egoísmo para que Ele possa se manifestar e de uma vez por todas acabar com o mal e com o sofrimento da humanidade. Jesus espera de cada um de nós um passo definitivo em direção a Ele e ao seu Reino, um passo que signifique comprometimento com a verdade e com o amor, um passo que implique num novo horizonte de lealdade e serviço ao próximo, que signifique que o melhor de nós vai ser doado, como o melhor de Seu Pai um dia foi na cruz do calvário.

TAREFAS PARA O JEJUM DE ISAÍAS   

5º DIA (sexta) – 25/01/2013        

Espiritual1- Falar com Deus hoje pela manhã sobre seus maiores medos e ansiedades, e entregá-los a Ele.

2- Orar à meia-noite, ou 3h, ou 6h da manhã para buscar o Espírito Santo

Relacional:  Convidamos você a expressar reconhecimento e gratidão a alguém que tem feito a diferença em sua vida. A sua expressão, ainda que singela, poderá fazer a diferença na vida daquela pessoa.

Jejum: Assista a um filme evangélico ou a uma pregação que vai te alimentar espiritualmente.

JEJUM DE ISAÍAS – 4º DIA – 24/01/2013

janeiro 23, 2013 in Pra Cristina Medeiros

4º DIA. VERSÍCULOS 06, 07 E 08:

“Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo? Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne? Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda.” Isaías 58:6-8

Ontem vimos sobre o jejum que desagrada a Deus, em que entram principalmente as ações exteriores, e não do íntimo, apenas para outros verem, se tornando uma falsa humildade. Há um texto em Joel 2:13 que corrobora tal entendimento sobre o jejum, afirmando: “Rasguem o coração, e não as vestes”. Já em Salmos 51:17, Davi afirma que “Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito  quebrantado;   um   coração   quebrantado   e   contrito,   ó   Deus,   não   desprezarás.”

Agora partiremos para o jejum que agrada a Deus. Como nos dias anteriores, iremos separar por temas para um melhor aproveitamento dos princípios ali contidos:

“ que soltes as ligaduras da impiedade”: Com essas palavras em mente, podemos reler esse trecho da seguinte forma: “Rompa com os laços que te prendem ao erro, ao pecado, à falta de retidão, à maneira de negociar fraudulentamente”. É muito forte se pensarmos que a pessoa pode estar negociando com Deus através de fraudes, no caso o jejum!  A primeira regra de Isaías transforma o ato de jejuar em um ato de viver fielmente, ou seja, em total obediência ao SENHOR e aos seus princípios, algo muito mais profundo para nós, hoje, que estamos sob a luz da Graça de Jesus, que prega essa mesma mensagem, principalmente com relação a morrer para si e viver para Ele. Esse trecho confirma o que vimos em Salmos 26:1: “Faze­me justiça, SENHOR, pois tenho vivido com integridade.”

 “Desfaças as ataduras da servidão”: Poderíamos traduzir essa atitude como “desamarre toda corda que te prende àquilo que pode ser fortemente abalado”.

Hebreus 12:26-27 nos diz que “Aquele cuja voz outrora abalou a terra, agora promete: ‘Ainda uma vez abalarei não apenas a terra, mas também o céu”. As palavras ‘ainda uma vez indicam a remoção do que pode ser abalado, isto é, coisas criadas, de forma que permaneça o que não pode ser abalado”.  Esses laços que temos com coisas abaláveis devem ser desamarrados, pois são coisas que nos oprimem, nos transformam em escravos e tem gerado um peso desnecessário (as vezes um peso que nós mesmos desejamos carregar por ser algo cômodo ou o qual já estamos acostumados).

 “Deixes livres os oprimidos”: Podemos entender essa frase da seguinte forma: “deixe de esmagar aqueles que você oprime”, como se fosse um pedido de Deus para que um não oprimisse mais o outro, ou seja, sem mais discórdias, deixando os oprimidos em paz, livres.

“Despedaces todo jugo”: A palavra para jugo é a mesma vista acima para servidão. Devemos, então, não apenas romper os laços com aquilo que tem sido abalável em nossas vidas, mas também destruí-los completamente, quebrá-los, para que não sejam novamente colocados em nossos ombros e passemos a sofrer mais uma vez.

O grande ensinamento por trás de Isaías 58.6 é que a preocupação primária do SENHOR é que cada um de nós, como indivíduos, como Filhos de um Deus Santo, alcancemos a transformação do caráter  para o bem, que tanto caracteriza a pessoa desse Deus.

No versículo sete veremos atitudes que devem ser feitas ao próximo, tendo relação direta com outras pessoas. Utilizam as aplicações do jejum tradicional (o deixar de comer, o trocar de roupas, o de se humilhar) por atitudes com esses mesmos princípios.

 “Repartas o teu pão com o faminto”: Ao invés de deixarmos o alimento de lado, mas para comermos quando encerrarmos o jejum, devemos repartir com aqueles que não tem o que comer, ou seja, coma um pouco menos, mas  não fique sem comer, contanto que o que sobrar seja repartido com o faminto.

“Recolhas em casa os pobres desabrigados”: Este aqui é como se fosse a soma das três outras atitudes do versículo: recolher em casa quer dizer que devemos alimentá­los, dar de vestir e nos humilharmos (para dizer que uma pessoa é bem vinda em seu lar, os judeus lavavam os pés dos visitantes).

Se vires o nu, o cubras”: De que adianta usar roupas de pano de saco sendo que terá algo para vestir após o jejum, enquanto há pessoas nuas que podem morrer de frio a qualquer momento? Deus confronta tal visão ao dizer que seria melhor repartir as roupas ao invés de trocá­las por panos de saco por algum tempo.

 “Não te escondas do teu semelhante”: Às vezes há pessoas que não gostam de outras, o que as leva a evitá­las. Deus pede para que nos humilhemos e paguemos um preço ao estar com elas, não nos escondendo. Isso tem maior valor do que jejuar sozinho, em casa, sem gastar tempo com o semelhante. Esse semelhante seria alguém “da mesma carne”, ou seja, do mesmo povo. Hoje, como cidadãos do Reino, nosso povo são todos os santos que aderiram a Cristo e Sua causa. Dessa forma, devemos estar próximos uns dos outros, sem nos esconder.

Podemos ligar diretamente com Mateus 25:31­-46: É um texto um tanto quanto longo, é verdade, mas confirma as atitudes do versículo 7. A promessa para quem cumpri­las é poder tomar posse do Reino! Aleluia! Devemos realizar isso a todos aqueles que são Filhos do Pai, isto é, todos os santos que aderiram à Cristo. Dessa forma fica claro o cuidado que temos que ter uns pelos outros, até mesmo por aqueles que nem conhecemos. Mas e se não quisermos cumprir? O castigo eterno nos espera. O que era apenas para o jejum acabou se tornando de tão grande importância que pode nos tirar do céu!

Chegamos ao ponto crucial. O versículo 8 começa com a palavra “Então”, é claro ver que as promessas em Isaías 58 só virão caso se cumpra tudo o que está nos versículos anteriores, a saber, o 6 e o 7. Se cumprirmos aqueles princípios, então “nossa luz romperá como a alva”, então “a tua cura brotará sem detença”, então “ a tua justiça irá adiante de ti”, então “a glória do SENHOR será a tua retaguarda”. Vamos analisar trecho por trecho e entender de que forma seremos abençoados se fizermos o jejum da maneira que agrada a Deus:

“Romperá a tua luz como a alva”: Assim, podemos dizer que nossa vida irá explodir os limites físicos do corpo, trazendo luz para outros, ou seja, alegria e bênçãos. Dessa forma os demais verão a presença de Deus em nós, assim como o favor dele, e não através de um jejum exibicionista.

 “A tua cura brotará sem detença”: Significa que nossa cura e restauração será efetivada rapidamente logo depois de cumprirmos e vivermos aqueles princípios acima.

 “A tua justiça irá adiante de ti”: Se somos íntegros significa que temos fé em Deus e nas coisas que Ele faz, cremos que ele irá honrar cada detalhe da Sua Aliança conosco, por isso nos alegramos de cumprir o que ele pediu, vivendo uma vida íntegra. São esses frutos que irão a nossa frente, dando testemunho de quem somos nós. Não são nossas palavras, nossas roupas, nossa fé, nossa maneira de jejuar, mas sim sermos íntegros.

“A glória do SENHOR será a tua retaguarda”: Ao contrário do que muitas vezes oramos Deus não vai à nossa frente. Se obedecermos, ele irá conosco, sim, mas na retaguarda, com toda a Sua glória e honra, como se nos impulsionasse ou ainda mostrasse o caminho, embora tenhamos que dar os passos, e não apenas segui-lo. Traz um nível de maior responsabilidade, pois se deixarmos de ser retos e justos, perderemos aquilo que vai a nossa frente, e Deus nada poderá fazer, pois quebramos alguns princípios.

Para resumir o que vimos até aqui, jejum não deve ser algo exterior, para que os demais vejam, mas sim interior, de uma forma que demonstre nossas mudanças. Essas mudanças se dão por diferentes atitudes assim como cuidado e zelo para com o próximo, deixando de comer e se vestir para dar ao próximo, assim como se humilhando para não criar contenda com o outro. Apenas dessa forma as bênçãos virão, que será a cura, a presença de Deus em nós, integridade que anda a nossa frente e a glória de Deus que nos cobre as costas.

4º DIA (quinta) – 24/01/2013

Espiritual: Falar com Deus ao começar o dia, pelo menos 5 minutos. Ler Salmo 143:10 e orar pedindo a Deus que a vontade d’Ele seja feita em você.

Relacional: Nessa tarefa, você buscará ser prestativo, gentil, útil a alguém que esteja precisando de ajuda, ainda que pequena. Diz em Provérbios 3.27: Não te furtes a fazer o bem a quem de direito,  estando na tua mão o poder de fazê-lo. Faça um ato de bondade a um familiar, um amigo, ou um estranho.

Um conselho: Tirar tempo para ouvir uma pessoa que passa por um momento difícil, um favor, ajudar alguém no trabalho ou nas tarefas de casa — são alguns exemplos.

Jejum: Comer duas frutas de sua escolha. (ALÉM DA SUA COMIDA NORMAL)